Saulo Rodrigo do Carmo, Advogado

Saulo Rodrigo do Carmo

Varginha - Mg

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Direito Desportivo, 50%

Direito desportivo é um ramo do Direito que trata das relações jurídicas existentes nas atividade...

Comentários

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Saulo Rodrigo do Carmo, Advogado
Saulo Rodrigo do Carmo
Comentário · há 9 anos
Boa tarde!

Solidarizo-me com a colega Maria Clara!

A culpa disso tudo é do MEC que saiu por aí "abrindo as pernas" e fornecendo autorização para novos cursos em curtos espaços geográficos.

Na minha região por exemplo, são 11 cursos de direito em um raio de 200 quilômetros, o que me autoriza concluir pelo lançamento de cerca de 2.000 bacharéis por ano no mercado e para jogar baixo, 200 novas aprovações anuais no exame de ordem.

Destarte, a qualidade do serviço prestado vai lá no núcleo da terra e a profissão fica desvalorizada, nascendo a saturação demasiada do nosso mercado.

Sim, em cada esquina tem 5 de nós...!

Sim, advogado procura emprego sim...! Cada um tem uma história...talvez no início da carreira não se pode, por falta de recursos, falta de experiência, alugar um cômodo e montar um escritório. A faculdade não nos fornece alicerce para tanto.

Advogado procura emprego sim... vai que precisa pagar o aluguel e no mês não teve honorários como liberal? Alimentação? Transporte...?

E digo mais... Advogado "bom" para nossa sociedade, bem sucedido, vitorioso é aquele que anda de carrão, mora em bairros bons... ESSA É A REALIDADE!

É preciso experiência para exercer uma advocacia responsável, quando o recém - formado for de fato um profissional liberal e essa experiência se adquire por meio do estágio e por meio do exercício da desvalorizada advocacia celetista. Isso quando se tem oportunidade de "ganhar" uma anotação na CTPS.

Advogar é prazeroso demais...mas é sofrido também.

O retorno financeiro é lentíssimo, desesperador! Mas lutemos... o Brasil precisa de nós!
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Saulo Rodrigo do Carmo, Advogado
Saulo Rodrigo do Carmo
Comentário · há 11 anos
É uma covardia! Um desrespeito para com a própria classe que um profissional após lutar por cinco maçantes anos nas cadeiras de uma sala de aula aceite isto como forma de pagamento.

Mas novamente, a culpa, penso eu, está na força burra da política.

Sou morador de Varginha, cidade boa, próspera, localizada no sul de Minas Gerais. Colei grau em agosto de 2010 e consegui o deferimento da inscrição na OAB em dezembro de 2012. Venho amargando o que é ser novo mundo dos causídicos desde então, mas nem por isso me deixo prostituir no que tange a aceitar qualquer valor pelos meus bons, sérios e porque não dizer garantidos serviços (garantidos dentro da realidade e possibilidade jurídica).

Em um raio de somente 200 (duzentos) quilômetros da cidade onde exerço a Advocacia, muito nobre profissão diga-se de passagem, porém com nobreza caminhando rumo à falência, conseguimos localizar 11 instituições que ensinam o curso superior de Direito.

Pasmem! São onze cursos de direito no interior do estado de Minas Gerais em um raio de 200 (duzentos) quilômetros.

Daí meu ponto de vista. A política desorganizada, burra, faz com que a classe se enfraqueça, pois estas 11 instituições de ensino lançam no mercado talvez uns 2.000 (dois mil) bacharéis anualmente sendo que destes, uns 10% a 20% se tornam colegas de profissão após aprovação no exame da OAB.

O MEC abriu as portas da autorização para funcionamento e com isso, eis o reflexo.

A advocacia perde, a população se torna insegura e perde, o país perde.

Lamentável para todos e principalmente para nós entrantes.

O Conselho Federal da OAB precisa urgentemente se manifestar pela valorização da advocacia.
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